segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz Natal !!!


Chocolate Quente

Ingredientes :
4 dl de leite
250 grs. de Chocolate para Culinária Nestlé
Açúcar q.b.

Derrete-se o Chocolate para Culinária Nestlé, partido em bocadinhos, com 2 dl de leite em banho-maria.Assim que esteja como um creme liso, deita-se o restante leite a ferver e leva-se o preparado a lume brando, só para levantar fervura, não parando de mexer com uma colher de pau.Adoça-se a gosto, bate-se um pouco com as varas para fazer espuma e serve-se quente.


Bom Apetite!

domingo, dezembro 23, 2007

Devendra Banhart - Lover

Tomem lá um good moodzinho, para não contrariar o sol, que, hoje tão bondoso, brilhou.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Hoje só quero disto

Um é o spot publicitário mais caro de sempre. Música fantástica (Claire de Lune, claro, a música perfeita), actores fantásticos, cenário fantástico.
O outro...é sempre bom rever. É inédito, é inovador, é Arcade Fire.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

A dança dos guarda-chuvas

Dia 19 de Dezembro de 2007, o dia mais caótico de sempre. Pensava eu que o dia mais caótico do ano era o dia 24, sem qualquer hipótese de ter um outro dia qualquer a competir com ele. Mentira; prepara-te 24, o 19 passa-te aos pontos.
Chove, chove, chove. Chove sem parar por todo o país. É apocalíptico. Acordei às 10 da manhã, o que até podia ser bastante razoável se, pela escuridão que estava lá fora e pela dificuldade que os meus olhos tinham em se manterem abertos, não parecessem 6 da madrugada. Já nem vou falar dos afamados 15 minutos que uma pessoa demora a mais em dias destes. O atraso das pessoas com quem tinha compromissos também não vou referir. Já é um clássico; mais, acho que já é regra e norma.
Então, perguntam vocês, o que é que correu mal hoje? Hoje não correu mal, nem correu nada mal mesmo. Ainda consegui chegar bem-disposta a casa. O que torna o dia de hoje tão especial, é...(tambores)...a inaguração das estações de metro do Terreiro do Paço e Santa Apolónia. O metro à borla, coisa que eu acho particularmente simpática, (já achei a semana passada), tudo muito giro e tal. O problema foi que eu levei para aí 40 minutos da Baixa/Chiado até Colégio Militar/Luz. Citando o senhor que ia sentado ao pé de mim: "- Pronto, aumentaram isto mais um centímetro, e já não dão conta do recado!". Eu achei especial graça ao "centímetro", que faz o seu sentido. Esse senhor, qual Velho do Restelo, também disse coisas como: "- Este país não se pode, só espero que não demorem mais 50 anos a fazer outro 25 de Abril", "- São uns tótós!", "- O dinheiro da União Europeia vai acabar", entre outras coisas agradáveis e harmoniosas. Por acaso, um bem-haja (pareço o outro...) para esse senhor, que me distraiu com o seu discurso enquanto o metro parou imenso tempo a meio de um túnel, e enquanto a senhora ao pé de mim começava a entrar em pânico. Resta dizer que hoje as carruagens abarrotavam.
Bem, lá cheguei. Prenda para a Mãe; só não consegui embrulhar porque estavam 30 pessoas à minha frente. Aliás, estavam à vontadinha 20 biliões de pessoas no Colombo. Não, não estou a exagerar, eram mesmo 20 biliões. Lembrem-se que os deliquentes das escolas já nem sequer precisam de faltar às aulas, e podem simplesmente ir passear. E para onde é que se vai passear quando chove torrencialmente? Para o Colombo, obviamente. E nós, os delinquentes universitários, ainda aqui andamos...Enfim.
Volta para trás. Prenda para o Pai. E o meu espanto quando vi que no Corte Inglés estavam mais 3 milhões de pessoas? Não é fácil.
Molha até casa, claro. O condutor do camião que passou em grande velocidade por um lençol de água mesmo ao pé de mim contribuiu um bocadinho para isso. Só um bocadinho. Mas eu repito: até cheguei bem-disposta. Estou em casa agora, calmamente, a tentar secar as botas.
E o que é que isto tem a ver com o título? Tem, porque eu hoje tentei contar quantas vezes o meu guarda-chuva (chapéu de chuva, para os alfacinhas), todo contente por sair à rua, mandou encontrões nos guardas-chuvas das outras pessoas. Foram mais ou menos 150 toques. Quando não há espaço para andar, é natural que não haja espaço para guardas-chuvas.
E pronto, hoje é assim que me sinto, um mix de espírito natalício com outra coisa qualquer:

domingo, dezembro 16, 2007

Entardecer

Saí. Estava feito, arrumado. A sombra, que já ocupava mais de metade do espaço concedido à luz, lembrava-me das minhas sombras interiores. Lembrava-me que também eu me sinto vazia às vezes, que também eu caio.
Quando dói ali, ali no peito...-Dói onde? Dizem que é a alma.
Com dores no peito, com sombras e quedas, corri para o Tejo. Nunca é azul demasiado, nunca é grande de mais.
A cidade nele cai; por momentos esqueço a dor na alma, -Dói onde?, a dor no peito, aquela! Por momentos nem penso em ti.
E vejo como Lisboa é mágica, a uma sexta-feira, às 5horas da tarde. Provavelmente naquela sexta-feira, às 5horas.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Fétiche #1


Eu não quero transformar o meu blog parvo em blog-para-os-interpol-fans.blogspot.com, mas este homem não é lindo?

domingo, dezembro 09, 2007

O meu mp3 e eu

O meu mp3 e eu somos os melhores amigos, somos inseparáveis. Às vezes eu chamo-o:
"-Naninho!!!!!!!!!!!" e ele vem, só para me deixar na Praça de Espanha. Outras vezes vem-me buscar e deixa-me na Baixa-Chiado. Só e só para me fazer companhia. Choramos com Debussy, com o Buckley, rimos com o Markl, os dois, só os dois. E toda a gente a olhar. Batemos o pé, abanamos a cabeça: "she can read, she can read, she can read, she's bad!". Arrepiamo-nos ao mesmo tempo, estivemos lá os dois: "purify the colours, purify my mind!". É uma discoteca ambulante, já permitiu festas improvisadas. Os ciúmes são o pior; quando tenho companhia, e tenho de conversar, amua no fundo da mala. Só passa no dia a seguir.
Faz passar o tempo. As viagens encurtam-se. Quer dizer, não, mas sem ele não era possível. Há imensas estradas frias e escuras que sem ele não eram possíveis.
Não te avaries, por favor.


Por estar sempre a rodar, nós (eu e ele) escolhemos:

Interpol - "Mammoth"

sábado, dezembro 08, 2007

Já não me bastava o Josh Rouse ter cancelado o showcase na fnac chiado, no passado dia 26 de Novembro? Ainda tinha de levar com os Nouvelle Vague no Casino de lisboa, de borla(!!!)? Num dia em que eu não posso ir? Será que eu mereço tanto? Obrigada, MTV, por me teres dado um docinho: os Arcade Fire ao vivo.
Só para o mete-nojo:

sexta-feira, dezembro 07, 2007

O Tarantino é à prova de morte.

"Death proof" vale a pena, especialmente para quem não se importa de ver umas perseguiçõezitas de carro (dignas de 007), com umas boas gargalhadas às mistura. É claro que sangue não falta, ou não fosse Quentin quem é. Espero, por isso, não ferir susceptibilidades com o vídeo que vou 'postar'. Não se zangam, não? Façam um teste, por favor: se não conseguem ver um episódio inteiro de "ER", "Anatomia de Grey" ou "As tardes da Júlia" então nem sequer ousem clicar abaixo. uuuuuuuuuuuuuuuhhhhhhhhhhhhhhhhhh...medo...muito medo...

Já começava a ficar mal e até um pouco constrangedor eu não fazer publicidade a isto:





Centre Pompidou Novos Media 1965 - 2003. No Museu do Chiado.


Até 6 de Janeiro. Para os que já se renderam à arte vídeo; para os que ainda não. Para aqueles que já perceberam como a comunicação social nos manipula; para os que ainda não. Para os que querem rever 23 obras do Centre Georges Pompidou de Paris; para os desgraçados como eu que nunca lá puseram os dedinhos dos pés. Para quem já conhece os génios de Nam June Paik ou Douglas Gordon; para quem ainda está nas trevas. Para quem quer sentir-se activo numa exposição, para quem gosta de espaços interactivos, para quem queira ver transformada a noção de espaço museológico, para quem queira ver explícito em ecrãns o quão fantástico foi a segunda metade do século XX, para quem gosta de pensar, para os fans de Jean-luc Godard, para quem quiser teimar comigo: um indivíduo sem memória não é um indivíduo.

Na foto: "Feature Film", de Douglas Gordon, my special one.