Quem, por razões várias, (as minhas quase sempre monetárias), não vai a concertos, tenta dar a volta à frustração e impotência de uma outra qualquer maneira. Nem que seja por um minuto sentir a multidão, nem que seja ao longe vibrar, e mesmo com o som distorcido, fazer parte de um êxtase colectivo que não é fisicamente o nosso. Estar lá importa. No segundo de um pensamento, de um sentimento de quem gosta de nós. Os meus momentos ofereço-os também, e pego no telefone, e partilho aquela música, aquela luz... por pedido, por favor, por resolução própria, por prémio. (toma um presente: é para ti.)Por tudo isto, importou lá estar. Importou ouvir "Boys don't cry" em directo do Pavilhão Atlântico, importou o barulho, e apesar de não ouvir o Robert Smith, importaram as outras vozes. Obrigada a quem partilhou.




