sexta-feira, janeiro 18, 2008

Coisas parvas, não. Coisas muito parvas!


Não sei se já alguém reparou, por acaso, na sujidade das carrinhas da PROSSEGUR. Andam sempre todas cagadas! Será que se trata de um mecanismo de diversão? Nesse caso talvez fosse melhor pintá-las de outra cor, mais discreta.

terça-feira, janeiro 15, 2008

O Sublime


Mais um daqueles conceitos, que toda a gente sabe sentir, sabe o que é, mas que a dificuldade de o definir transforma-o em algo que ficou no século XVIII ou XIX, bem enterrado nas telas do Friedrich ou nos textos de Burke.


Podíamos tentar trazê-lo para nós, para o século XXI, e pensar no que sentimos, quando, do "alto" da nossa pequenez somos esmagados pela sublimação. Apesar de não querer estar aqui a teimar com o amigo Kant, cuja complexidade aprendi a amar, sem o conhecer ainda para tão nobres sentimentos, temo afirmar que o Sublime não tem de ser enorme. Não tem, tenho dito. É certo o que nos provoca a tal tempestade, ou o tal edifício gigantesco, mas será que há algo mais Sublime do que a cena do saco plástico esvoaçante em "American Beauty"? Será que não chega uma viagem de comboio ao som de "Claire de Lune"? Parece-me que sim. Se nos transcende é porque sim.


Às vezes, em frente ao mar, ou em frente às folhas caídas, qualquer um de nós se pode pôr de costas e ser uma personagem da tela pintada, a contemplar. Sentirmo-nos absolutamente insignificantes na Natureza e na Vida que nos envolve, mas no entanto, daí tirar prazer.


Toda a gente já sentiu. O Sublime acontece todos os dias, a toda a hora.


domingo, janeiro 13, 2008

Weird...

Para compensar a má-disposição do outro dia, vamos lá animar isto. E até arriscar umas gargalhadas. Sem preconceito.




Thank you to you.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

down, down, down.

Hoje precisava mesmo de te transformar em meu diário. Mas como é que se escreve o que não entendo, o que só sinto? Como é que se põe para aqui o que é de cá de dentro? Como é que a minha cabeça fala com o meu coração, que nem se vê, coitado. Está minúsculo. Eles que se resolvam, digo eu. A fingir que não é nada comigo. Mas é; é tão meu, estou tão lá, tão desconfortável, que evito estar. "A partir de hoje não falo mais disto", digo eu. Na esperança que a falta de som das palavras as ajudem a não me percorrer o corpo a cada minuto que passa. Mas não ajuda.
E a chuva de Janeiro que não lava nada disto?
Não sinto nada, ok? Não disse nada, não escrevi nada. Shiiuuu.





Deve ser do cansaço, com certeza.
Pode ser que agora, ao menos, consiga estudar.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich - Hold Tight

Esta não me sai da cabeça. Já tentei. Viciem-me noutra coisa, por favor. :)




E é tão retro, não é?

yeeeeeahhh! calhou-me favas com chouriço!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Recomenda-se



Só no fim de semana passado tive disponibilidade para ir ao Mercado Negro em Aveiro. Só me arrependi de não ter ido mais cedo. Com um conceito bastante inédito na cidade, é bom ver horizontes a alargar. É perigosamente possível cruzarmo-nos com boas compras e óptimos momentos musicais. Recomenda-se.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Não tenho nada para dizer, mas queria um post em 2008

À falta de melhor vai uma musiquinha, a minha favorita dos Zeppelin, muito antagónica. Dá-me vontade de fazer coisas, coisas-que-não-posso-dizer-aqui-porque-não-tenho-bolinha-vermelha-para-pôr-no-canto-do-blog. Por outro lado, transporta-me para o wild wild far west. Até parece que vejo bolas de feno a passar pelo chão. :)

segunda-feira, dezembro 31, 2007

O que foi - em revista 2007

À passagem de ano nas Portas de Brandenburg, às salsichas a escaldar na rua. Às saudades, aos abraços de quem me recebeu de volta. À cidade de Berlim: o maior nó na garganta da minha vida, pela falta. A Amsterdão em Janeiro, a Praga em Fevereiro, a Cracóvia em Março. Aos sonhos concretizados de ver tudo de branco vestido. Aos que sentiram a minha falta, às amizades reatadas, ao sol português. A Aveiro. Às lãs e gorros, e depois às roupas finas e frescas. Aos sustos e assaltos, à areia branca. Aos concertos de Julho, às paixões de Julho...À praia, à pele morena, ao mar frio do Norte em Agosto. Às mortes de Fevereiro, de Março, às mortes de Novembro. Ao blog, em Setembro, a lisboa em Setembro, finalmente. Ao calor de Outubro. Ao fresco da Covilhã, e aos amigos novos; do peito. Às noites em claro e manhãs a dormir. Às 1001 constipações. Ao Museu, ao Chiado, aos jornais do metro. Às folhas caídas de Novembro: vermelhas, amarelas, amarelas, castanhas. Ao Tejo, aos sábados, aos domingos. Às prendas de Natal. Às gripes de Natal. A quem eu quero, aos que me querem, a TUDO, à nossa! Tchim-tchim! Bem-vindo, 2008.


(este champagne faz-me dores de cabeça.)
"Estrada principal e estradas secundárias", Paul Klee

domingo, dezembro 30, 2007

Ámen


Ontem, ao ver "O Eixo do Mal" na Sic Notícias, não pude deixar de reparar no calendário-sensação que mostraram no final do programa. Qual Pirelli, o dito calendário, abençoado também, mostrava retratos de padres e seminaristas, com carinhas bastante larocas, diga-se assim.

Eu, que nem sou religiosa, mas continuo a ser ingénua, pelos vistos, ainda pensei: "-Mas onde é que esta gente vai buscar coisas destas? Que estupidez, coisa mais disparatada. Sacrilégio!" É que tudo aquilo me soou bastante a fétiche de sex-shop de trazer por casa; pareceu-me, sinceramente, que nem sequer podia existir.

Imaginem o meu espanto hoje, quando estava a ler, pela primeira vez, o blog das Condutoras de domingo da Antena3, e vejo referência ao dito calendário. Fui inspeccionar e tudo começou a fazer sentido. É estranho, mas não deixa de ser agradável. :) Ouvi falar da "devoção" dos meses de Março, Abril e Maio. Que o mês da capa é um arcanjo, confirmo eu. Aqui os amigos de cima não me parecem nada mal...

Isto sim, é material para andar pendurado nos camiões TIR por esse mundo fora. Ainda no outro dia me ofereceram um calendário, com uns anjinhos tão 'kitsch', se os anjinhos fossem outros...

Para quem estiver interessado, o casting para 2009 já está aberto: http://http://www.calendarioromano.org/06.html


Amai-vos uns aos outros...